quinta-feira, 5 de julho de 2012

Ainda não

Hey, você aí! Você mesmo!
"Como vai?"
"Tudo certo?"
Reconhece isso? chama-se contato humano.
É, é algo que está sendo perdido.
Todos se preocupam só consigo mesmos. Pergunta:
Aqueles que moram em casas, quantos vizinhos conhece? não apenas saber o nome, com quantos compartilha histórias?
Aqueles que moram em prédios, sabe o nome do vizinho de 2 andares acima? e dois andares a baixo?
Se conhece, parabéns! estás entre a minoria.
Hoje é tudo tão virtual, tão digital, que o contato com o próximo fica em segundo, terceiro plano.
Se está assim agora, imagine daqui a 20 anos. Como serão nossos filhos?
Conhecerão o valor de um abraço? a sensação de caminhar de mãos dadas com aquela pessoa especial? ou se tornarão máquinas, pensando apenas besteiras?
É, eu sei, estou usando uma máquina e a internet para escrever isso, veja a ironia!
Só quero que pensem a respeito, valorizem passar tempo com seus amigos. Sem mais!

terça-feira, 3 de julho de 2012

Agora e Sempre

Sinto, ouço, espero. Tenho esperança que o futuro seja mais simples. Você e Eu, Eu e Você.
Nada mais seria tão importante, riríamos um do outro, brigaríamos por qualquer bobagem, mas não teria problema, pois estaríamos juntos.
Humm, parece bom demais, como se os problemas fossem se resolver no futuro...
Você é quem domina meus pensamentos, se você sequer pensa em mim, é algo que nunca saberei.
Não, eu não te entendo, não conheço suas histórias, não sou bom em decifrar teus humores, mas saiba: Eu me importo.
Não preciso que me entregue teu coração - Não me acho capaz de cuidar de tamanha preciosidade.
Não preciso que me ligues, que me procure - Estarei esperando pra falar com você, sempre que quiser.
Queria estar ao teu lado, apenas pra garantir que esteja segura - Idiotice minha, és forte, sabes se defender.
Vou proteger esse teu sorriso, pois ele é o que me alegra, é o que me faz bem.
E se outro alguém for o motivo dos teus sorrisos, só posso torcer, desejar, para que seja feliz, já que escolhestes outro, já que ele é mais competente do que eu.
Não sou forte, não sou inteligente, beleza nem se fala.
Tenho apenas oque alguns consideram coração, um coração que me faz sentir tudo isso por ti, e não se importa com mais nada.
Mas meu bem, não se deixe enganar por esse lado gentil.
Toda moeda tem dois lados.
O bem é seguido pelo mal.
Todo esse gostar, esse "amar", se transforma em ódio.
-Quando alguém te faz sofrer.
-Quando estás triste, mesmo sem motivo.
-Quando alguém é muito intimo teu. Mesmo que isso te faça feliz, não posso negar o ódio que sinto. Odeio aquela pessoa, a odeio por ser melhor do que eu, me odeio por não ser bom o bastante. Mesmo desejando vossas felicidades. É, algo tão incompreensível, algo tão irracional. Esse é o estado da minha mente.
Você é única, tenha certeza disso.
Se eu tiver que me tornar insensível, cruel, o demônio em pessoa, só para te proteger, só para teu bem. Eu te prometo, eu o farei.
Pois você é minha luz.

sábado, 30 de junho de 2012

To vivo!

E ae? Tudo certo?
Bom, sei que não tenho postado ultimamente, estava ocupado com trabalhos e tals.
Pra não perder o hábito, vou voltar a escrever, pra alegria ou tristeza de vocês xD
E pra não perder um post, ai vai um mini texto:
    Confie em si mesmo. Não importa oque os outros digam, se está bom, está ruim, importa oque você acha. Não pare de tentar porque alguém disse que não estava bom, tente ainda mais. Não pare porque alguém disse que estava bom, continue aprimorando, continue praticando e faça ainda melhor.
    Não se conforme com pouco, busque sempre mais. Eu sei que é difícil, mas deixe a preguiça de lado, e corra atrás do que achas que vale a pena.
    Não desista daquilo que faz seu coração bater mais forte.


domingo, 10 de junho de 2012

Como é possível?

    Sabe quando você se sente feliz, sem motivo algum? Mesmo estando 2º C lá fora você caminha com um sorriso no rosto e um calor no peito. O frio parece não ser capaz de te tocar.
    Mas ai, num dia quente, onde até ficar em pé te faz suar, você sente um frio por dentro. Uma imensa vontade de não fazer nada. Até respirar se torna cansativo.
    Como uma mesma pessoa pode mudar tanto? Como algo não físico, algo não controlado, pode gerar tamanhas mudanças? Isso nem mesmo a ciência explica. O sentimento. Coisa banal, muitas vezes não levada em consideração, tem tamanho poder sobre a consciência humana.
    Sim meu caro leitor, talvez você ache tudo isso besteira, e parar de ler agora mesmo, ou então, pode achar algum sentido nessas palavras e concordar com tudo isso. Continuando com o raciocínio, se você está sorrindo atoa, está feliz da vida e os problemas do dia-a-dia  parecem não te atingir, tenho péssimas notícias. Você está apaixonado(a). Prepare-se para entrar em um mundo onde a lógica não existe. Talvez caminhes por uma caminho de dor, sofrimento e desilusão por não ser correspondido, ou talvez dê muita sorte, seja correspondido, e caminhe por um caminho alegre, tranquilo, onde pombas brancas voam e pétalas de rosas caem do céu.
    Se você está se sentindo como no segundo paragrafo, não está nada bem. A vida parece sem sentido, não parece? Isso pode ser resultado de alguma desilusão amorosa, ou ainda é vítima de uma extrema baixa auto-estima (chega a quase ser engraçado).  Em qualquer um dos casos, não adianta ficar se lamentando. Por mais difícil que seja, bola pra frente, se ele(a) não gosta de você agora, chorar não vai fazer isso mudar. Ou se você não sabe se gostam de você do mesmo jeito, e tem medo da rejeição, acredite, é bem melhor arriscar. Você vai se arrepender muito mais se não o fizer,  talvez você mesmo não veja suas qualidades, tudo bem, isso é normal, mas por favor, não vá sofrer com medo da rejeição. Pode dar errado mesmo, sim, concordo, mas, e se der certo? Já parou pra pensar no que estás perdendo? Quem garante que ele(a) não sente o mesmo, mas também tem medo de demonstrar?
    Enfim, a vida é feita de escolhas. Tome um caminho, siga seus objetivos, almeje algo. Se isso não estiver levando a nada, é porque estás seguindo o caminho errado, mude de rota. Se não houver outra rota, construa outra, nada é impossível. Mas lembre-se, tudo na vida leva seu tempo e não existem atalhos.

sábado, 2 de junho de 2012

Só mais um

    Mais uma vez aqui, na mesma indiferença. Eu não costumava ser assim. Houve uma época na qual minha alma era quente e confortante, agora, é fria e solitária. Parece não existir uma saída.

    Existem essas pequenas criaturas nascidas da tristeza, com garras e presas pequenas, mas extremamente afiadas, mordiscando e arranhando minha fria alma. Toda vez que olho pra ti, elas somem mas ao menor sinal de indiferença da sua parte, elas voltam a me atormentar. Disfarço com sorrisos e piadas.

    Não, eu não te culpo por isso, graças a ti tenho me tornado melhor, melhor no que faço, em como ajo, estou "amadurecendo".

    Sabe, uma época eu sonhava, "talvez algum dia ela pense em mim como eu penso nela", agora me questiono se você sequer pensa em mim. Sou egoísta e tolo. Quando abraças outra pessoa, não consigo evitar ter ciúmes, inveja. Não sabem a sorte que tem. Não sabem o que eu daria para estar em seus lugares,  sentir o calor do teu abraço, o toque suave da sua mão. Não quero mais do que isso, não mereço mais do que isso. Só isso já seria perfeito, mas isso só aconteceria em um sonho.

    Isso me lembra, ao acordar hoje, mesmo morrendo de sono, não consigo mais voltar a dormir. Por que? Simples, passei uma hora de tentativa falha pensando em ti. Idiotice, perda de tempo, eu sei, eu sei. Mas fazer oque? Você preenche minha mente.

Não cobro nada de ti, não tenho direito a tanto.
Sei que isso tudo é em vão.
Isto é apenas mais uma escrita de uma alma que perdeu sua essência.



PS: Qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência
PS²: Haverá continuação da outra história, "O melhor amigo do homem", aguardem

quarta-feira, 16 de maio de 2012

1° post aqui o/

Yo pessoas do mundo este é meu primeiro post aqui o// I'm the novo cara no blog Akio Yamakawa, prazer, enfim irei, a partir de agora, ajudar o edu a escreveu seu livro \o e postar algumas coisas inúteis que eu sempre falo \o/ boa sorte para mim.

quarta-feira, 9 de maio de 2012

O melhor amigo do homem - VIII

    Depois de tanto drama, decido aceitar a nova realidade, por mais estranha que ela seja. Digo não tinha mais cabelos brancos, estava jovem, atlético. Quando saio da tenda, sinto algo estranho. É quase como se o chão estivesse mais longe.... Foi quando percebi que eu estava mais alto. Não só isso,  meus músculos estavam definidos, passo a mão por meu rosto, sinto oque parece ser o começo de uma barba. Olho para Terry, abro a boca para perguntar, mas ela já responde.
- É um efeito desse mundo, não entendemos bem certo o por quê, mas parece que seu corpo se adapta a essa outra realidade.  Acho que é como se você tivesse nascido nessa terra, sua idade aumenta por causa do diferente ciclo dessa Terra em volta do sol.
- Eu diria que você deve ter uns 17 anos aqui filho.
- Certo, mas espera aí, então como você parece mais jovem?
- Garoto esperto! Eu já estive nesse mundo antes, parece que estou com a mesma idade de quando deixei esse lugar.
- Então funciona quase como um vídeo game? Você continua de onde parou?
- É, acho que você pode considerar isso - concorda Terry.
- Mas se você morrer aqui, não vai ser algo bonito - complementa Digo.
- Entendido.
- Sammy, tem mais uma coisa que você precisa saber. Sarah está aqui também.
    Meu coração para por um segundo. Sarah. Ele dispara. Fico tonto, oque está acontecendo comigo? Como uma garota me afeta tanto?
- Onde ela está?
- Aí que está o problema, temos informações de que ela foi avistada no Planalto Norte - Informa Terry.
- Problema?
- É o território dos gatos - Complementa Digo.
    Fico em silêncio, pensativo. Quer dizer que estamos em lados opostos? Não creio que serei capaz de sequer pensar em fazer mal a ela.
- E oque faremos agora? - indago finalmente.
- Vamos para o Planalto Sul - Responde Digo.
- Afinal de contas, não podemos leva-lo a guerra despreparado - Finaliza Terry.

sexta-feira, 4 de maio de 2012

O melhor amigo do homem - VII

    Digo sentou-se na entrada da tenda. Mal conseguia ver sua silhueta, mas ele me parecia mais jovem e saudável.
- Bem, por onde começo? Não estamos mais na Terra.
    Senti meu coração parar por um segundo.
- Na verdade, estamos na Terra, mas não na Terra que você conhece, estou sendo claro? Enfim, nessa "nova Terra" as coisas não são as mesmas. Como posso explicar? Os cachorros da "velha Terra" se tornam seres com características humanas na "nova Terra", isso também vale para os gatos. Os cachorros foram os primeiros a descobrir essa terra, mas logo os gatos ficaram sabendo dessa descoberta. Esse é o principal motivo de estarmos aqui, guerra.
    Guerra? Como assim? Me trazem para essa tal de "nova Terra", para uma guerra? Essa gente só pode ter ficado louca.
- Pare e pense. Tome oque eu disse como verdade, só assim você entenderá.
    Ah, okay, certo, ele lê minha mente também?
- Percebo seus pensamentos através de seus olhos. Eles revelam tudo.
    Isso é sinistro. Concentração! Se isso de outro mundo fizer sentido, por quê me trariam para cá? De que ajuda eu poderia ser? Isso se eu decidisse ajudar...
- Sabemos que ficará do nosso lado. Você tem bom coração. Tens mais força do que imagina meu jovem. A guerra se aproxima e precisaremos de toda ajuda possível.
- Mas eu não sou útil pra nada! - finalmente consigo falar.
- Sim você é útil Sammy.
- Terry! - Saio correndo abraça-lá. Esqueço toda essa história, só para sentir o conforto de um abraço. Terry estava alta, era dona de uma pele branca e macia, corpo forte e curvas suaves. Cabelos escuros como a noite caiam sobre seu rosto, revelando apenas seus olhos azuis, que brilhavam como o céu de verão.
- Desculpa te fazer passar por tudo isso Sammy, mas realmente precisamos de sua ajuda.
- Eu entendo seus motivos, ou quase, mas não entendo por quê eu... -  Uma lágrima escorre por meu rosto.
- Se decidir acreditar no que dizemos, entenderá porque és tão necessário.
- Terry... você é o que me resta do passado.Não me deixe... por favor
- Sempre te protegi, e sempre protegerei Sammy.

quarta-feira, 2 de maio de 2012

O melhor amigo do homem - VI

   Está ficando mais quente, minha visão começa a ficar embaçada. Vejo duas formas se aproximando a distância. Só consigo ouvi-los falando.
- Você devia ter sido mais cuidadoso!
- Não é culpa minha, ele ficou se debatendo. Mas pensar que ele conseguiu sair tanto da rota apenas com força de vontade, é impressionante.
- Olhe! Lá está ele!
    Foi a última coisa que consigo ouvir antes de desmaiar.



    Quando retomo a consciência, estou em uma tenda, já é de noite. Meu estômago está vazio, sinto uma fome enorme. Um cheiro delicioso toma conta do fresco ar noturno. O vulto de uma mulher entra na tenda, deixa um prato ao meu lado, passa mão em meu cabelo e diz:
- Coma tudo Sammy - Em seguida sai da tenda.
    Essa voz me parece familiar, mas antes de pensar nisso, começo a devorar tudo oque tinha no prato. Não tenho certeza do que era, acho que era algum tipo de carne, de qualquer maneira, estava delicioso. Sinto meu corpo relaxar, agora de estômago cheio, tudo parece mais calmo.
    Aquela voz, tenho certeza de que já a ouvi em algum lugar, mas aonde? Um nome ecoa em minha cabeça. Terry. Uma voz doce, e gentil. Mas isso não faz o menor sentido... Terry era um cachorro, cachorros não deveriam saber falar, e agora uma mulher tem a mesma voz que Terry? Eu só posso estar sonhando.
    Ouço alguém entrando na tenda. Dessa vez é uma figura masculina.
- Está melhor filho?
    É a voz de Digo!
- Digo! Aonde estamos? Que lugar é esse? Quem era aquela mulher? Por quê me jogou num portal?- Um turbilhão de perguntas passa por minha cabeça.
- Calma garoto, vamos explicar tudo, mas antes, você tem que se acalmar. Essa agitação não vai te trazer as respostas que você está buscando.
    Respiro fundo, acalmo meus pensamentos. Vou confiar em Digo, vai acabar tudo bem.
- Certo, estou pronto.

segunda-feira, 30 de abril de 2012

O melhor amigo do homem - V

- Venha comigo. - Eu ouvi isso mesmo? Terry falou?!?
- Não temos tempo a perder! Venha logo! - Fiquei completamente sem reação. Meu corpo já não respondia mais, tudo que pude fazer foi ficar parado, olhando abestado.
- Qualé! Eu explico mais tarde Sam, agora vamos! - Ela chamar meu nome,fez com que  eu acordasse do transe. Fui atrás dela, mesmo sem saber aonde ia, eu podia confiar nela, certo? Depois de certo tempo, chegamos na praça, Digo estava nos esperando.
- Digo! Terry.. - Comecei.
- Eu sei filho - Ele interrompeu - não há tempo para isso agora.
- Está tudo pronto? - Terry pergunta.
- Tudo pronto comandante. - Responde Digo. Comandante? Oque diabos está acontecendo aqui? - Vai precisar disso - Continua ele, colocando uma espécie de sobretudo sobre Terry.
- Obrigada, então vamos em frente.
    Ainda sem entender nada, sigo os dois.  Acabamos chegando em uma espécie de clareira. Um círculo de pedras está montado no chão. Digo e Terry recitam umas palavras, mas falam em um tom tão baixo que não consigo ouvi-los. As pedras do círculo ficam vermelhas, e uma espécie de portal se forma.
- Vamos Sam, pule. - Pede Terry.
- Ficou maluca? Eu é que não vou pular nisso ai!
- Já esperávamos essa resposta - Diz Digo, enquanto me ergue pelo braço.
- Ei! Ei! Ei! Oque pensa que está fazendo?!
- Confie em nos filho, isso é algo que temos de fazer. - Foram suas últimas palavras antes de me jogar no portal.




     Acordo sem saber onde estou. Me sinto tonto e cansado, parece que anos se passaram desde a última vez que dormi. Está quente, parece que estou no meio de um deserto de rochas. Há duas paredes de rocha ao meu lado, como se eu estivesse no fundo de um desfiladeiro. Tenho o pressentimento de que deveria sair daqui, mas não tenho forças para me levantar.

sábado, 28 de abril de 2012

O limite

    Acordo assustado, suor escorrendo por minha testa. Oque foi esse sonho? Não consigo lembrar detalhes dele, só sei que foi aterrador. Já eram 7:15 da manhã, mas continuo deitado. Essa não! Vou me atrasar para o trabalho! Quando pulo da cama, lembro que fui demitido ontem. Já que não consigo mais voltar a dormir, então decido levantar mesmo.
    Não tenho apetite, me sinto desanimado. Foram quatro anos trabalhando na mesma empresa, para ser demitido assim, de uma hora para outra. Mesmo com essa crise, não acho justo logo eu ser demitido. Fiz sempre tudo por eles, e é assim que me recompensam? Uma voz continua ecoando na minha cabeça "Não é justo! Não é justo! Não é justo! Não é justo!" ela diz.
    Devo estar perdendo a razão, quem em sã consciência fica ouvindo vozes na própria cabeça? "Você mesmo". Ótimo, agora estou discutindo comigo mesmo. "Algum problema nisso?". Dá um tempo tá? Não estou com bom humor. "Eu sei, eu sou você, lembra?". Certo, agora está decidido, vou ignorar essa "voz".
    Para tentar me aclamar, saio para uma caminhada. Apesar do céu azul e sol brilhando, corre uma brisa fria. Caminho até chegar à praça, onde decido sentar no banco e descansar um pouco as pernas. Não lembrava que estaca tão fora de forma assim. "Nem me diga". Respiro fundo, e tento pensar no que fazer daqui para frente. Como vou me sustentar? Ou então, oque vai ser da minha irmãzinha? Sem nossos pais ou avós, eu sou o único com que ela podia contar, internada no hospital a mais de dois anos.
    Milhões de pensamentos correm por minha cabeça. Não se mais oque fazer, não tenho mais nada, as contas do hospital que já estavam atrasadas agora nem poderão ser pagas. "Estamos perdidos". Já sei disso, cale a boca. "Não seja tão mal educado consigo mesmo". Eu falo comigo do jeito que eu quiser! Oque estou pensando? "É, você não devia ser tão agressivo". Não estou falando com você! "E com quem está falando então?". Comigo mesmo droga! "Mas eu sou você". Chega! Não aguento mais! "Ei, oque vai fazer?".
    Vejo um ônibus vindo pela rua, um daqueles "sanfonas" amarelos. Perfeito. "Ei! Ei! Ei! não vá fazer nenhuma  idiotice!". O ônibus acelera rápido na descida. Não vai nem notar. Ele chega perto o bastante. Atiro-me na frente. Sinto cada osso do meu corpo sendo quebrado. Ouço o motorista frear. Em vão. Saio voando pela rua, quico no chão umas duas vezes antes de parar. Não sinto dor, minha mente está silenciosa outra vez. O sangue escorre quente por meu corpo. Conforme perco consciência, tenho certeza de que a voz não irá mais me atormentar, são meus últimos segundos de vida. "Os últimos segundos da NOSSA vida". Desgraçado.

sexta-feira, 27 de abril de 2012

O melhor amigo do homem - IV

    Acabei não indo ao parque hoje, fiquei a tarde toda pensando no que havia acontecido. Terry também estava estranha, estava muito quieta, quase não comeu sua ração. Jantei em silêncio, logo depois fui dormir. Terry deitou ao meu lado, como se quisesse me consolar.



    Na manhã seguinte, Terry estava agitada. Algo não estava certo mesmo. Já na escola, a aula de história passa rápida, Sarah não está presente de novo. Não a vejo a manhã toda.
    Na saída, sou cercado por um grupo de alunos mais velhos, deviam ter entre 15 e 17 anos,  o maior deles, um gordo de cabelos castanhos encaracolados começa a falar:
- Cade a sua namoradinha frangote? Foi se pegar com outro e te deixou de lado é? - Eles estão falando de ontem? Sinto cada nervo, músculo, célula do meu corpo se enchendo de raiva.
- Que foi? O gato comeu sua língua é? - Eles caem na risada.
- Não é. Da sua. Conta. - Respondo, mal conseguindo conter minha fúria.
- Como é? Acha que tem moral só porque tem uma namoradinha escrota?
- Ela não é minha namorada! - Fiquei vermelho, numa hora dessas eu fico envergonhado?
- É só sua put......
    Não me contive, pulei em cima dele, com um soco de direita reto naquela cara gorda. Ouvi o som de ossos quebrando, provavelmente seu nariz quebrou, quando ele rolou para trás agonizando. Senti seus 3 amigos agarrando meus braços. Iam acabar comigo, não sobraria muita coisa. Mas por sorte, Terry apareceu para me salvar. Ela estava estranha,  tinha um olhar furioso, quase humano. Seus latidos e rosnados eram aterradores, sobrenaturais. Logo me soltaram, mas o gordo que eu havia socado avançava irado em minha direção. Num piscar de olhos, Terry mordeu seu braço e o jogou para longe.
    Mas oque aconteceu depois, foi oque mais me surpreendeu.

quarta-feira, 25 de abril de 2012

O melhor amigo do homem - III

    O senhor se chamava Rodrigo. Mais conhecido como Digo, o mendigo. Logo viramos amigos, pude perceber que ele e eu tínhamos traços em comum. Acho que Terry sentiu a mesma coisa, pois logo eles se começaram a brincar e fazer palhaçadas. Foi uma tarde divertida.
-Está ficando tarde, acho melhor irmos pra casa Terry.
-Au!
-Nos vemos amanhã Digo?
-Estou sempre aqui garoto - respondeu ele sorridente.


    Cheguei em casa exausto, tomei um bom banho para relaxar. Dona Marta havia feito bolo, estava um delícia, ainda mais acompanhado daquele copo de leite gelado, com nescau e açúcar. Depois de lavar a louça e escovar os dentes, subi para meu quarto e me atirei na cama. Dormi na hora.


    Na manhã seguinte, avisto Sarah de longe, já entrando na escola. Por algum motivo, ela chama minha atenção. Não vou pensar nisso, mas que besteira. Entro na sala e sento no meu canto. Pouco a pouco os outros alunos vão chegando. Aula de matemática, não é minha preferida, mas talvez sirva para me distrair.
    Valeu a tentativa. Sarah não estava na aula, apesar de eu ter certeza de te-la visto entrando na escola. Isso só me fez pensar mais nela. Depois da aula, a vejo sentada e um banco na frente da escola.
- Não sabia que você matava aula.
- É, não é um habito. - responde ela desanimada.
- Qual o problema? - pergunto, começando a ficar preocupado.
- Pra falar a verdade, não sei. Algo simplesmente não está certo.
- Olha, não sou bom com esse tipo de coisa, confortar alguém, simplesmente não sei oque fazer - confesso.
    Ela sorri, me puxa para seu lado, e se apoia sobre meu peito. Meu coração acelera.
- Só fique ai - Ela pede.
- Não vou te decepcionar.

segunda-feira, 23 de abril de 2012

O melhor amigo do homem - II





- Au! - Terry não latiu para mim. Olho para trás e vejo Sarah.
-Então você é o dono de uma coisa fofa dessas?  - Ela pergunta. - Pois é - respondo - Sarah, Terry, Terry, Sarah.
-Au!
-Então ta, nos vemos amanhã - Ela beijou meu rosto e foi embora antes que eu pudesse dizer qualquer coisa. Senti minhas bochechas esquentando.
-Bem Terry, vamos pra casa garota. Você sabe o caminho né? - brinquei.
-Au! Au! Au!



    Chegamos em casa 12:15, bem na hora do almoço. A empregada , dona Marta, fez um feijão e arroz, misturado com aquelas batatas palhas que se compra em qualquer mercado, mais uns filés de frango. Uma refeição digna dos deuses. Como de costume, passei a tarde com Terry, brincamos de cabo de guerra, correr um atrás do outro, enfim, esse tipo de coisa. Às 15:30, saio com ela para passear no parque. O parque da cidade fica a só duas quadras de casa, é um espaço amplo, é possível correr, andar de bicicleta, skate, patins, caminhar com seu cachorro, uma infinidade de coisas.
    Quando chegamos lá, o clima estava ótimo, céu azul, sol brilhando. Decidi que precisava entrar em forma, ia correr com Terry todo dia, quem sabe assim eu não pego uma corzinha também?
Começamos a correr, e 10 minutos depois, eu já estava sem ar.
- Como você aguenta? - indaguei Terry, ela continuava a correr e pular por ai, sem demonstrar o menor cansaço.
    Um senhor sentado no banco da praça olhava pra a situação e se contorcia de dar risada.
- Ahahahahahaha! Nada mal garoto, mas ela está séculos à sua frente!
-Faça melhor então, vovô - provoquei, ainda sem fôlego.
    Mal terminei de falar, ele levantou e começou a correr, numa velocidade impressionante, deu voltas e voltas, acho que se passou cerca de meia hora, quando ele sentou do meu lado,  como se nunca tivesse levantado.
- E então? como me sai? - pergunta ele sarcástico.
- Nada mal - respondo - nada mal mesmo, como vocês conseguem?
-Anos de prática e treino meu jovem. - disse sorrindo.
-Au! - concorda Terry animada.

sábado, 21 de abril de 2012

O melhor amigo do homem

Introdução


    Sam nunca foi um garoto muito popular. 13 anos, magro, cabelos negros, dono de uma pele muito branca. Mas tinha algo que muitos não tinham, um "dom", de se entender com a natureza. Sempre se deu bem com os animais, principalmente os cachorros, era quase como se falassem uma mesma linguagem.
    Sempre ficava do lado dos animais fracos e indefesos, não suportava que os torturassem. Por essa razão, era motivo de piada dos colegas da escola, não que ele se importasse com a opinião alheia.


    Dia 08 de Fevereiro, primeiro dia de aula. Escola nova, Santo Clemente,  Sam chega 1 hora antes de começar a aula pois sua mãe, Lauren, vai trabalhar cedo no hospital da cidade (fica a cerca de 3 quadras da escola). Logo ao entrar na escola, Sam mau humorado pensa "Ótimo, mais uma escola, mais um lugar em que não conheço ninguém".
    "Primeira aula, biologia, sala 203. Bem, pelo menos é uma matéria boa". Sam caminha pela escola, aproveitando o tempo para conhece-la. "A cantina e os banheiros são quase ao lado da sala, conveniente". Na hora da aula, Sam senta-se na primeira cadeira do lado esquerdo da sala, ao lado da janela. A professora de biologia chama-se Claudia, uma baixinha gordinha, de cabelos castanhos curtos e encaracolados, olhos verdes.
    - Bom dia classe! - diz a professora - espero que todos estejam animados, pois hoje iremos estudar sobre o meio ambiente!
    A classe não parece muito animada, então a professora continua - animados ou não, é sobre isso que será o  conteúdo da primeira prova, então tratem de prestar atenção!
    Os colegas de Sam não pareciam muito "ligados", passavam a aula conversando, reclamando, tudo, menos prestar atenção na aula. "Hunf, se eles gostam da ignorância, bom pra eles". Mas havia uma exceção, uma garota , cabelo meio loiro e meio castanho,  óculos,  olhos castanhos. De longe se percebia que ela tinha algo de diferente. Sarah. Esse era seu nome. Enquanto Sam a observava, ela olha para ele, e sorri. "Ela sorriu pra mim?" tão rápido ela voltou a prestar atenção a aula, que foi como se nada tivesse acontecido.
    Após a aula, a cadela de Sam, Terry, uma husky siberiana, está parada na frente da escola.
- Como me achou aqui garota?


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A partir do próximo trecho, a história será contada do ponto de vista de Sam.
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sexta-feira, 20 de abril de 2012

Primeiro Post !!

Como o título já deixa claro, esse é o primeiro post do blog.
Esse blog será utilizado para postar minhas idéias, para possíveis livros, e outras coisas, possivelmente aleatórias, e tals.
Sintam-se livres para comentar, criticar, enfim, deixem suas opiniões.